As doenças crónicas com origem alimentar, ou seja, cujo aparecimento e desenvolvimento está associado a hábitos alimentares desequilibrados, constituem-se, atualmente, como principal fator de mortalidade na sociedade ocidental.

Portugal não foge à regra e apresenta números preocupantes que levam, inevitavelmente, ao crescimento substancial de custos sociais e económicos baseados neste tipo de patologias.

Temos cerca de um milhão de obesos no nosso país, pelo que urgia uma ação concertada no sentido de minorar esta problemática. Assim, iniciou-se, em 2012, e pela primeira vez, uma estratégia nacional no campo da alimentação e nutrição consubstanciada no Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), já que Portugal era um dos poucos países europeus que não dispunha de um programa do género. A estratégia tem por base as orientações propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pela Comissão Europeia, as derivadas das experiências em países como o Brasil ou a Noruega e, ainda, a análise de experiências anteriores executadas a nível nacional.

O PNPAS possui cinco objetivos gerais:

1. Aumentar o conhecimento sobre os consumos alimentares da população portuguesa, seus determinantes e consequências;
2. Modificar a disponibilidade de certos alimentos, nomeadamente em ambiente escolar, laboral e em espaços públicos;
3. Informar e capacitar para a compra, confeção e armazenamento de alimentos saudáveis, em especial nos grupos mais desfavorecidos;
4. Identificar e promover ações transversais que incentivem o consumo de alimentos de boa qualidade nutricional de forma articulada e integrada com outros setores, nomeadamente da agricultura, desporto, ambiente, educação, segurança social e autarquias;
5. Melhorar a qualificação e o modo de atuação dos diferentes profissionais que pela sua atividade, possam influenciar conhecimentos, atitudes e comportamentos na área alimentar.
 

Deste modo, graças a este programa, existe, hoje, todo um conjunto concertado e transversal de ações destinadas a incentivar a disponibilidade física e económica dos alimentos constituintes de um padrão alimentar saudável e a criar as condições para que a população os valorize, aprecie e consuma, integrando-os nas suas rotinas diárias, tendo como objetivo final a melhoria do estado nutricional e saúde da população. Um consumo alimentar adequado e a consequente melhoria do estado nutricional dos cidadãos tem um impacto direto na prevenção e controlo das doenças mais prevalentes a nível nacional (doenças cardiovasculares, oncológicas, diabetes e obesidade) mas também deve permitir, simultaneamente, o crescimento e a competitividade económica do país em outros setores como os ligados à agricultura, ambiente, turismo, emprego ou qualificação profissional.

 

Pode saber mais em http://www.alimentacaosaudavel.dgs.pt/ .