Um dos pressupostos do ser humano quando vive em sociedade é estar inserido numa atividade económica, para que com isto consiga arrecadar valores monetários capazes de satisfazer as suas necessidades. Uma dessas atividades é a agricultura, que atualmente, em Portugal emprega milhares de pessoas. Como é do conhecimento geral, as dinâmicas agrícolas exigem um conhecimento e preparação bastante apurados, uma vez que estamos perante uma atividade que na maioria das vezes se realiza a “céu aberto”.
A região Douro Sul tem funcionado como um autêntico aliado para com a agricultura nacional, contribuindo para um crescimento vertiginoso da área e produção agrícolas. Detentora de condições edafo climáticas manifestamente singulares, esta sublime “parcela nacional” tem procurado cada vez mais a diferenciação, algo que por vezes tem apresentado alguns constrangimentos difíceis de superar. Falamos por exemplo das alterações climáticas que certamente potenciarão a redução da eficácia das plantas. Desta forma, e com as culturas a sofrerem stresses hídrico e térmico, resultarão decréscimos de caráter produtivo, o que colocará em causa o crescente desenvolvimento agrícola.
Especificamente, o concelho de Tarouca tem vindo a evoluir agronomicamente, onde surge, no topo da pirâmide, a cultura do sabugueiro. O seu fruto, a baga de sabugueiro, possui atualmente uma cadeia de valor bastante complexa e determinante atribuindo inúmeras regalias aos agricultores locais. Com uma produção regional superior a um milhão de quilos, a baga de sabugueiro é assim o excilibris do nosso concelho. Além desta, muitas são as culturas instaladas no Vale Encantado, onde nunca é demais mencionar a nossa maçã duriense (Figura 1). Este fruto possui caraterísticas únicas muito pelo pormenor de ser cultivado a uma altitude elevada o que lhe confere caraterísticas organoléticas diferenciáveis.
Assim, muitas serão as premissas agrícolas que contribuirão para o desenvolvimento da região a sul do rio Douro.